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Oficina LEPEHIS: Negacionismo na escola? Ensino, Ética e História

 

COORDENAÇÃO: Átila Fernandes dos Santos (Doutorando PPGH-UFG)

DATA: 10 e 17 de dezembro de 2024 - 14h às 18h

CARGA HORÁRIA: 8 h 

EMENTA: A oficina será coordenada por Átila Fernandes dos Santos, Doutorando em História (PPGH/UFG) e professor da Secretaria de Educação de Goiás. O objetivo será refletir sobre os desafios enfrentados pelos docentes no atual cenário de emergência de narrativas negacionistas, a partir da análise de artefatos sensíveis e outras fontes em sala de aula. O tema será desenvolvido em dois encontros: no primeiro, será introduzido o conceito de negacionismo, abordando seu contexto histórico e seu modo de operação, situando-o no âmbito do ensino de História. No segundo encontro, serão discutidas as possíveis consequências desse discurso revisionista no contexto escolar, explorando a atuação docente frente às narrativas revisionistas contemporâneas. A oficina inspira-se nas considerações filosóficas de Jacques Rancière sobre a racionalidade do discurso negacionista e a História como ciência. Segundo o filósofo, há uma fragilidade no discurso dos historiadores, já que a racionalidade historiográfica científica não conseguiu neutralizar os discursos revisionistas que negam o genocídio judeu (RANCIÈRE, 1996, p. 129). Para Rancière, as fragilidades da ciência historiográfica tornam-se evidentes na tentativa fracassada de desmontar os argumentos falaciosos criados pelo revisionismo antissemita. A incapacidade de responder de maneira eficaz às narrativas negacionistas levou à necessidade de intervenção legal, que estabelece o que pode ou não ser dito a respeito do Holocausto. Entretanto, o que ocorre quando esses discursos de esquecimento e violência contra a memória e a história permeiam outras esferas da sociedade, além dos casos que foram punidos nos Tribunais? Fora do cenário acadêmico e das disputas jurídicas, como a sala de aula é afetada? Quais meios o historiador pode oferecer à prática docente para mitigar, combater, esclarecer e ensinar? O historiador/professor enfrenta o desafio de confrontar esses discursos que emergem no cotidiano escolar. Essas narrativas que surgem em sala de aula testam e contestam a concepção de ciência e o saber historiográfico.

 

INSCRIÇÕES

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