INSCRIÇÕES ABERTAS: OFICINA "Filhas de Satã: Magia, bruxaria e feitiçaria na Idade Média e Moderna"
MODALIDADE: Presencial
COORDENAÇÃO: Debora Fernanda da Silva (Mestranda PPGH UFG), Gustavo Marques da Conceição (Graduando FH UFG) e Letícia Mariano de Rezende (Doutoranda PPGH UFG)
DATA E HORÁRIO: 9 e 23 de abril; 21 de maio; 11 e 25 de junho de 2026 - 19h às 22h
LOCAL: sala do LEPEHIS
CARGA HORÁRIA: 20 horas
VAGAS: 30
EMENTA: A oficina busca apresentar, de forma introdutória, o tema da bruxaria na Idade Média e Moderna como uma linha de pesquisa possível dentro das Humanidades. Por meio do contato com conceitos iniciais, fontes conhecidas e particularidades notáveis, objetivamos construir um ponto de partida sólido para todos que desejam investigar mais a fundo os assuntos correlatos desse fenômeno histórico. Ademais, por meio das reflexões de autores como José Pedro Paiva, em "Bruxaria e superstição num país sem “caça às bruxas”: 1600–1774"; James Sharpe, no capítulo “The Demonologists”, da obra "The Oxford History of Witchcraft and Magic"; Jeffrey Russell, no capítulo “Bruxaria na Grã-Bretanha e nas colônias inglesas da América do Norte”; e Laura de Mello e Souza, em "O Diabo e a Terra de Santa Cruz", analisar como os diferentes contextos históricos e geográficos produziram diferentes reações populares, inquisitoriais, legislativas e clericais ao fenômeno da bruxaria/feitiçaria/magia popular.
Bibliografia geral:
CLARK, Stuart. Thinking with Demons: The Idea of Witchcraft in Early Modern Europe. Oxford: Oxford University Press, 1997.
DELUMEAU, Jean. Os agentes de Satã: III- A mulher. In.: História do medo no ocidente 1300-1800: uma cidade sitiada. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
GINZBURG, Carlo. O Queijo e os Vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
GINZBURG, Carlo. Os Andarilhos do Bem: feitiçaria e cultos agrários nos séculos XVI e XVII. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
LEVACK, Brian P. The Witch-Hunt in Early Modern Europe. London: Longman, 1987.
MAINKA, Peter Johann. A Bruxaria nos tempos modernos: Sintoma de crise na transição para a Modernidade. Revista História: Questões & Debates. Curitiba, n. 37, p. 111-142, 2002.
MUCHEMBLEND, Robert. Uma história do Diabo. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2001.
PAIVA, José Pedro. Bruxaria e Superstição num País sem Caça às Bruxas: 1600–1774. Lisboa: Editorial Notícias, 1997.
PAIVA, José Pedro. Bruxaria e superstição num país sem “caça às bruxas”: 1600-1774. Lisboa: Editorial Notícias, 1997.
REIS, Marcus Vinicius. Agentes do demônio no Arcebispado de Braga: as Mulheres acusadas de feitiçaria e suas interações com a comunidade no âmbito das relações de gênero. Revista Cantareira, n. 24, p. 47-66, jan-jun/2016.
REIS, Marcus Vinicius. As Feiticeiras do Império Português: Gênero, Relações de Poder e Inquisição (1541-1595). Jundiaí: Paco Editorial, 2025.
RUSSELL, Jeffrey B.; ALEXANDER, Brooks. História da Bruxaria: Feiticeiras, hereges e pagãs. (Trad. Álvaro Cabral e William Lagos) 2ed. Goya, 2019.
SHARPE, James. Instruments of Darkness: Witchcraft in England, 1550–1750. London: Penguin Books, 1996.
SHARPE, James (org.). The Oxford History of Witchcraft and Magic. Oxford: Oxford University Press, 2013.
SOUZA, Laura Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz: Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras; 1986.
ZORDAN, Paola B. M. B. G. Bruxas: figuras de poder. Estudos Femininos. Florianópolis, v. 13, n. 2, p. 331-341, 2005.