OFICINAS LEPEHIS 2026/1

PROGRAMAÇÃO COMPLETA [clique aqui]

* Os formulários de inscrição serão disponibilizados 15 dias antes de cada oficina, no site do LEPEHIS.

* Todas as oficinas serão realizadas na sala do LEPEHIS, exceto quando os coordenadores solicitarem outro ambiente (será informado previamente).

* Os certificados serão emitidos após a finalização de cada oficina.

* Os/As estudantes matriculados/as nos estágios obrigatórios deverão somar, no mínimo, 20h semestrais de participação nas oficinas, conforme o Regulamento de Estágio Curricular Supervisionado (2022).

* Dúvidas: lepehisfhufg@gmail.com    

 

1. Educação Patrimonial: Os patrimônios difíceis no Brasil

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Com o objetivo de apresentar as discussões historiográficas acerca dos patrimônios sensíveis no cenário brasileiro, a oficina foi desenvolvida em dois momentos. Em um primeiro momento, foram apresentados aos participantes os conceitos de Educação Patrimonial e de Patrimônios Difíceis (Meneghello, 2021), acompanhados de exemplos concretos de patrimônios sensíveis no Brasil. Em um segundo momento, foram realizadas discussões em grupos sobre diferentes patrimônios sensíveis presentes no país, cujas reflexões foram posteriormente socializadas com os demais colegas. A atividade revelou-se de grande relevância para a formação docente, na medida em que possibilitou a articulação entre referenciais teóricos e práticas pedagógicas, estimulando a reflexão crítica sobre o ensino de História em contextos marcados por memórias sensíveis e conflitos. Além disso, favoreceu o desenvolvimento de competências relacionadas ao trabalho colaborativo, à problematização de narrativas históricas e à elaboração de estratégias didáticas voltadas à abordagem de temas complexos em sala de aula. 

CERTIFICADOS

 

2. Da viola a guitarra: Trajetórias comerciais e mudanças sonoras na música sertaneja entre as décadas 1960 e 1990
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A oficina foi realizada com expressiva participação dos envolvidos, que se engajaram ativamente nas discussões e nas atividades propostas, evidenciando o interesse pelo tema e a efetividade da abordagem metodológica adotada. Ao longo do encontro, foram mobilizados recursos diversificados, como escuta musical orientada, análise de letras, apreciação de imagens e atividades em grupo, o que contribuiu para uma experiência dinâmica e significativa de aprendizagem. A proposta centrou-se na análise histórica e cultural da música sertaneja, destacando as transformações ocorridas a partir da segunda metade da década de 1980, quando o gênero passou a ocupar maior espaço nos meios de comunicação de massa, como rádios e telenovelas. Discutiu-se como essa visibilidade ampliada impulsionou mudanças estéticas, temáticas e identitárias, marcando a transição das tradicionais “modas de viola”, vinculadas ao universo rural, para um sertanejo mais alinhado às lógicas do mercado fonográfico e do entretenimento urbano. Durante a oficina, os participantes foram convidados a refletir criticamente sobre diferentes fases do gênero, identificando continuidades e rupturas nas letras, nos arranjos e nas representações culturais. A atividade final, desenvolvida em grupos, estimulou a análise e a associação de elementos musicais e visuais aos seus respectivos contextos históricos, promovendo a construção coletiva do conhecimento. De modo geral, a oficina alcançou seus objetivos ao favorecer a compreensão das transformações da música sertaneja e seus impactos na construção de identidades culturais, ao mesmo tempo em que incentivou a participação ativa e o uso crítico de diferentes linguagens e fontes.

CERTIFICADOS

6. Das cavernas à civilização: Diálogos com a Arqueologia no Ensino da "Pré-História" em sala de aula

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A oficina teve como objetivo promover um diálogo entre o ensino de História e os conhecimentos da Arqueologia, adotando uma abordagem mais aprofundada e também lúdica sobre o Brasil anterior à colonização. Ao longo das atividades, buscou-se ampliar a compreensão dos participantes acerca do povoamento do continente americano, problematizando o uso da nomenclatura “Pré-História”, especialmente para além das abordagens tradicionais presentes nos livros didáticos. Durante a oficina, foram examinadas contribuições de diferentes campos do saber, com destaque para as teorias arqueológicas e antropológicas, integradas ao ensino de História. Essa perspectiva interdisciplinar permitiu discutir limites e potencialidades dessas abordagens, incentivando uma leitura mais crítica sobre os processos históricos e sobre as formas de construção do conhecimento. Além disso, a oficina incorporou práticas de Educação Patrimonial como eixo fundamental, evidenciando seu papel como ferramenta pedagógica relevante. Foi ressaltado como essa prática pode se constituir em um diferencial no trabalho do historiador em sala de aula, sobretudo diante da recorrente lacuna de formação específica sobre o tema. Dessa forma, a atividade contribuiu para o fortalecimento de estratégias didáticas mais contextualizadas, críticas e sensíveis à diversidade histórica e cultural do Brasil anterior à colonização.

CERTIFICADOS

 

7. Preservação do patrimônio e políticas públicas: o tombamento do Art Déco em Goiânia (GO)

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A oficina abordou as políticas públicas de preservação do patrimônio cultural a partir do estudo do tombamento do conjunto Art Déco de Goiânia (GO). Inicialmente, discutiu-se o contexto de formação da capital nas décadas de 1930 e 1940, destacando o uso do Art Déco como expressão do projeto modernizador do Estado, que buscava associar a nova cidade à ideia de progresso, em contraposição às imagens de atraso atribuídas à região. Em seguida, analisaram-se os instrumentos legais de proteção, os agentes envolvidos no processo de tombamento e os critérios de reconhecimento desse acervo como patrimônio cultural. Por fim, a oficina promoveu reflexões sobre os desafios atuais de preservação, como a pressão imobiliária, a descaracterização dos bens e as relações entre patrimônio, memória e identidade urbana.

CERTIFICADOS