INSCRIÇÕES ABERTAS: OFICINA "Narrativas Pretas: Estratégias e Metodologias para uma Educação Antirracista"
MODALIDADE: Presencial
COORDENAÇÃO: Talita Michelle de Souza (Graduação em História e Pedagogia, Especialização em História - UFG, Especialista em Educação Infantil - UEG, Mestra e Doutoranda em História PPGH UFG, Professora da Rede Municipal de Anápolis)
DATA E HORÁRIO: 28 e 30 de abril de 2026 - 8h às 12h
LOCAL: sala do LEPEHIS
CARGA HORÁRIA: 8 horas
VAGAS: 30
EMENTA: Na introdução da aula pensaremos , o conceito de letramento racial que será apresentado, assim como sua importância como o ponto de partida para uma educação antirracista. Nesse sentido, será argumentado, nesta oficina, o letramento racial como um conglomerado de práticas para ensinar/provocar as pessoas a desconstruir e a desnaturalizar formas de pensar e agir racistas e colonizadoras.
Tópico I – Nossos passos vêm de longe: Por uma outra História da África
Esta aula tem por objetivo fomentar uma análise acerca do protagonismo negro, de modo a abordar através de uma perspectiva histórica como os grupos negros em diferentes espaços sociais se constituem como figura de resistência em um sistema opressor racista e sexista buscaremos produzir material didático para serem utilizados em sala de aula.
Tópico II - Quantos/ as professores/as Negras/os você já teve? Breve percurso da História da Educação no Brasil
Nesse momento pensaremos a temática racial a partir da Educação utilizando Nilma Lino, Antonieta de Barros, e na parte documental utilizaremos gráficos que mostram a quantidade de professores Negros em Brasil, Goiás e Anápolis. Também discutiremos sobre como ficou a educação após a Abolição da Escravidão e como isso impacta até a atualidade.
Tópico III- Como a falta de representatividade afeta as crianças negras?
Nesse tópico utilizaremos como documento de análise desenhos e filmes selecionados previamente que trata da presença e ausência de personagens negros e como isso afeta a autoestima das crianças negras.
Tópicos IV e V
A Lei 10.639/2003 e 11.645/2008 seus avanços e retrocessos- Letramento Racial- Nova formas de (re) pensar o nosso vocabulário.
Observações:
Esse projeto teve início no ano de 2022 no qual percebendo a lacuna nos livros didáticos sobre os saberes negros na construção histórica e seus múltiplos saberes iniciei esse projeto com o intuito de promover material didático, representatividade, invenções de pessoas negras. Os saberes indígenas e negros, por exemplo, foram apagados, enquanto os conhecimentos europeus são tratados como universais. Por isso, pensar - e desenvolver - uma Educação Antirracista é uma ação urgente e indispensável para que o Brasil tenha equidade e, de fato, uma educação de qualidade. Para isso utilizaremos como respaldo a Lei Federal 10.639/2003 que torna obrigatório o Ensino de História e Cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas do Brasil; a referida Lei integra a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ( LDB). Diante das reflexões em todos os campos do conhecimento é nítido que as relações sociais no Brasil, portanto, estão pautadas pela racialização. Nesse sentido, destaca-se a importância do letramento racial, que, por ser um conjunto de práticas pedagógicas antirracistas, tem por objetivo conscientizar as pessoas da estrutura e do funcionamento do racismo na sociedade. Por meio do letramento racial e novas narrativas históricas é possível a construção da consciência racial de pessoas negras e o fomento à responsabilidade de pessoas não negras através de práticas antirracistas. Por consequência, pode tornar a sociedade apta a reconhecer, criticar e combater atitudes racistas em seu cotidiano, ajudando a desconstruir as ideias estereotipadas sobre as pessoas negras e a promover uma sociedade mais justa e igualitária. Diante disso, o projeto Narrativas Pretas oportuniza novos saberes, pois segunda a filósofa estadunidense Ângela Davis “Numa sociedade racista, não basta não ser racista é preciso ser antirracista”. A partir dessas perspectivas, o curso também vai oferecer material para que os professores/as usem nas salas. Diante desse exposto utilizaremos aulas que cumpram o fazer pedagógico, com 100% de aplicação prática. Para tanto, será elaborado um “passo a passo” para que os/as cursistas possam acompanhar as possibilidades de serem antirracistas de fato e multiplicadores/as da Lei Federal 10.639/2003.