Histórias de vidas e memórias de pesquisadoras/es do campo do ensino de História em Goiás (1980-2010)

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Esta pesquisa teve como objetivo coletar, organizar e consolidar um acervo em rede, aberto e interativo de Histórias de Vidas e memórias de pesquisadoras/es do campo do Ensino de História no Estado de Goiás. É um esforço do Grupo de Pesquisa e Estudos AprendHis e do Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em História (LEPEHIS) da Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás, em parceria com o Instituto Federal de Goiás Campus Formosa, com o GT Ensino de História e Educação da ANPUH GO e com o Coletivo de Professoras e Professores de História de Goiânia (CPHGyn). Utilizando-se da metodologia História Oral, a pesquisa mapeou, em sua primeira fase, produções e nomes de docentes de instituições de ensino que em sua trajetória profissional dedicaram-se à pesquisa, à orientação de pesquisas e à produção bibliográfica e didática voltadas ao campo do ensino de História no Estado de Goiás, entre os anos 1980 e 2010. Na segunda fase foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com estas pessoas, cujos registros compõem a coleção de histórias apresentada a seguir:

 

1. ENTREVISTA COM MIRIAM BIANCA DO AMARAL RIBEIRO

LOCAL E DATA: GOIÂNIA, 2 DE ABRIL DE 2025

ENTREVISTADORES/AS: CRISTIANO NICOLINI, GEICY CLARA DOS SANTOS CAIRES, BÁRBARA DEZEMBRINA BARROS DA SILVA, FELIX AZEVEDO OLIVEIRA 

RESUMO: A entrevista revela uma trajetória marcada por dificuldades familiares, militância política e forte atuação no ensino. Nascida em 1961, em Porto Alegre - RS, Miriam Bianca do Amaral Ribeiro mudou-se ainda bebê para Goiás e cresceu em uma família sustentada por mulheres, em meio a muito trabalho e pouco lazer. Na adolescência, estudou em escola espírita de rígida disciplina e iniciou sua militância por meio do teatro popular, enfrentando repressão durante a ditadura. Casou-se aos 16 anos por pressão social e teve um filho, enquanto conciliava empregos, estudos e participação política. Ingressou no curso de História motivada pela Arqueologia, mas encontrou um curso conservador, aprendendo mais na militância do que na universidade. Começou a dar aulas muito jovem, improvisando conteúdos e desenvolvendo sua prática na experiência cotidiana. Sua trajetória docente inclui escolas públicas, cursinhos e, depois, concurso para a Faculdade de Educação da UFG, que via como espaço mais conectado com a realidade social. Produziu importantes livros didáticos, usados nacionalmente, valorizando a linguagem acessível e a representação de grupos marginalizados. Ao longo da carreira enfrentou disputas políticas e perseguições, mas manteve compromisso com a universidade pública e com o ensino crítico de História. Hoje, deseja se dedicar a novos projetos, sem abandonar sua postura militante. Confira a entrevista na íntegra, acessando o vídeo e a transcrição.

ENTREVISTA COMPLETA: https://www.youtube.com/watch?v=nVKeFl8YxPY 

TRANSCRIÇÃO: DOWNLOAD

 

2. ENTREVISTA COM MÔNICA MARTINS DA SILVA

LOCAL E DATA: FLORIANÓPOLIS, 28 DE JUNHO DE 2025

ENTREVISTADORES/AS: CRISTIANO NICOLINI, PATRÍCIA MARIA JESUS DA SILVA

RESUMO: A entrevista reconstrói a trajetória pessoal, acadêmica e profissional de Mônica Martins da Silva, evidenciando como infância, escolarização, militância estudantil, experiências culturais e formação universitária se articularam na construção de sua identidade como historiadora, professora e pesquisadora. A convivência com os avós no meio rural, marcada por memórias, festas populares e narrativas orais, foi decisiva para seu interesse por cultura, memória e história. Sua formação escolar e política se consolidou no ensino médio, por meio do contato com professoras críticas, do movimento estudantil e do engajamento partidário e cultural, especialmente no teatro. Na graduação em História, enfrentou dificuldades materiais, superadas com a obtenção de uma bolsa PIBIC e a realização de um TCC inovador sobre festas populares, que marcou sua inserção na pesquisa. A atuação na rede municipal de Goiânia, a partir de 1997, foi central para sua aproximação com o ensino de História, inicialmente de forma prática e empírica. O mestrado, a docência no ensino superior e a formação de professores, sobretudo na Licenciatura Parcelada da UEG, ampliaram sua reflexão sobre livro didático, estágio e saberes docentes. A consolidação do ensino de História como campo de pesquisa ocorreu entre 2006 e 2010, no CEPAE/UFG, quando vivenciou uma virada epistemológica ao reconhecer o ensino como objeto legítimo de investigação. A partir de 2010, na UFSC, fortaleceu sua atuação no ProfHistória, no PNLD e em redes acadêmicas nacionais, assumindo uma identidade híbrida, articulando ensino, memória, patrimônio, relações étnico-raciais e formação docente. Destaca a importância da atuação associativa, das transformações recentes na formação de professores e defende um ensino de História crítico, emancipatório e socialmente comprometido.

ENTREVISTA COMPLETA: https://www.youtube.com/watch?v=rKIMPeEdASc

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3. ENTREVISTA COM CRISTINA HELOU GOMIDE

LOCAL E DATA: GOIÂNIA, 18 DE SETEMBRO DE 2025

ENTREVISTADORES/AS: PATRÍCIA MARIA JESUS DA SILVA, BÁRBARA DEZEMBRINA BARROS DA SILVA, FELIX  AZEVEDO OLIVEIRA 

RESUMO: EM BREVE

ENTREVISTA COMPLETA: EM BREVE

TRANSCRIÇÃO: EM BREVE

 

4. ENTREVISTA COM DIANE VALDEZ

LOCAL E DATA: CIDADE DE GOIÁS, 8 DE NOVEMBRO DE 2025

ENTREVISTADORES/AS: PATRÍCIA MARIA JESUS DA SILVA, BÁRBARA DEZEMBRINA BARROS DA SILVA, FELIX AZEVEDO OLIVEIRA, CRISTIANO NICOLINI, GEICY CLARA DOS SANTOS CAIRES

RESUMO: EM BREVE

ENTREVISTA COMPLETA: EM BREVE

TRANSCRIÇÃO: EM BREVE