INSCRIÇÕES ABERTAS: OFICINA "Dinossauros como documento: cinema, fósseis e a construção do passado"
TÍTULO: Dinossauros como documento: cinema, fósseis e a construção do passado
MODALIDADE: Presencial
COORDENAÇÃO: Gabriel Henrique da Costa Peixoto (Graduação, UFG); Mirian Beatriz dos Santos Rios (Graduação, UFG); Danielle Santos (Graduação, UFG)
DATA E HORÁRIO: 23 e 25 de junho de 2026 - 8h às 12h
LOCAL: sala do LEPEHIS
CARGA HORÁRIA: 8 horas
VAGAS: 30
EMENTA: Esta oficina, intitulada "Dinossauros como Documento: cinema, fósseis e a construção do passado", propõe uma reflexão sobre a produção do conhecimento histórico a partir de um objeto de estudo inusitado e instigante: os dinossauros. A proposta busca evidenciar que toda reconstituição do passado é condicionada pelo presente de quem a realiza, revelando mais sobre os valores, medos e interesses da época atual do que sobre o passado em si. Através de um formato expositivo e dialógico, a oficina utiliza o cinema como documento histórico central para rastrear transformações culturais, científicas e políticas dos séculos XX e XXI. A oficina articula a análise de fontes audiovisuais, como trechos de Jurassic Park e Jurassic World, com o objetivo de desenvolver a leitura crítica e a prática da crítica de fontes, habilidade essencial ao ofício do historiador. Ao longo das atividades, explora-se a trajetória dos dinossauros desde as interpretações míticas da Antiguidade e Idade Média até o nascimento do conceito científico no século XIX vitoriano, onde o "réptil terrível" servia como espelho invertido do progresso ocidental. A oficina avança para questões contemporâneas de grande relevância política e ética, aproximando a paleontologia da historiografia ao debater o colonialismo científico e o patrimônio. Discute-se como a posse de fósseis retirados do Sul Global por museus do Norte Global reflete assimetrias de poder e disputas sobre quem tem o direito de nomear e narrar o passado. Ao confrontar reconstruções ficcionais com descobertas científicas recentes, como os dinossauros com penas, o encontro provoca um debate sobre como o imaginário coletivo molda nossa percepção da verdade. Em última análise, os dinossauros são apresentados não apenas como criaturas biológicas, mas como uma questão histórica e um pretexto pedagógico para discutir a dimensão política da narrativa histórica e o uso de fontes não convencionais no ensino de história.