OFICINAS LEPEHIS 2026/2
CRONOGRAMA DE OFICINAS 2026/2 [CLIQUE AQUI]
* Os formulários de inscrição serão disponibilizados 15 dias antes de cada oficina, no site do LEPEHIS.
* Todas as oficinas serão realizadas na sala do LEPEHIS, exceto quando os coordenadores solicitarem outro ambiente (será informado previamente).
* Os certificados serão emitidos após a finalização de cada oficina.
* Os/As estudantes matriculados/as nos estágios obrigatórios deverão somar, no mínimo, 20h semestrais de participação nas oficinas, conforme o Regulamento de Estágio Curricular Supervisionado (2022).
* Dúvidas: lepehisfhufg@gmail.com
1. ANIGO, as disputas de memória e o Projeto Memórias Transcritas

A oficina intitulada “ANIGO, as disputas de memória e o Projeto Memórias Transcritas” foi realizada presencialmente no dia 1º de setembro de 2026, das 8h às 12h, na sala do LEPEHIS. Com carga horária de quatro horas e oferta de 30 vagas, a atividade foi coordenada por João Vitor Alves de Oliveira, graduando da Universidade Federal de Goiás (UFG). A oficina abordou as disputas de memória relacionadas ao período da ditadura civil-militar em Goiás, as quais ganharam destaque desde a redemocratização e, posteriormente, com a criação da Comissão Nacional da Verdade. Nesse contexto, foi apresentada a atuação da Associação dos Anistiados pela Cidadania e Direitos Humanos do Estado de Goiás (ANIGO), especialmente por meio do projeto Memórias Transcritas, que reuniu cerca de trinta relatos orais de pessoas que participaram de movimentos considerados “subversivos” durante a ditadura e que, posteriormente, foram anistiadas. Por se tratar de um tema sensível, marcado por constantes embates entre diferentes narrativas e memórias, a oficina promoveu reflexões no campo da história pública e discutiu a relevância do projeto Memórias Transcritas como fonte histórica e material de apoio ao ensino de História, sobretudo para a compreensão das dimensões regional e local da ditadura civil-militar.
2. Penélope, Circe, Atena e Calipso — mulheres e suas ferramentas de sobrevivência na Odisseia de Homero

A oficina abordou, diante do avanço dos discursos conservadores sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea, as experiências das mulheres representadas na narrativa homérica. Foram analisadas as vivências, ações e funções desempenhadas por Penélope, Circe, Atena e Calipso, com especial atenção às estratégias e ferramentas por elas mobilizadas para sobreviver e atuar no contexto retratado na Odisseia. As discussões foram fundamentadas nas obras de Homero e Margaret Atwood, bem como nos estudos de Elis Crokidakis Castro e Sandra Verônica Vasque Carvalho de Oliveira, Lorena Lopes da Costa e Daniela Silva de Freitas.